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sobre edição de poesia

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Fez um ano, em Julho, que iniciei as publicações do magazine Eufeme e vai fazer um ano em Novembro, deste ano, que iniciei a colecção de poesia “Poetas da Eufeme” (PE).

Neste tempo publiquei 6 números da Eufeme e mais 9 títulos da colecção PE, e a juntar a estes iniciei uma nova colecção em Setembro deste ano, “Poesia da Eufeme”, com o livro “Escrito no Vento/Paroles de Vent”.


A poesia em Portugal precisa desta atenção, a que me dedico com uma imensa paixão. No entanto noto um ressurgir de mais publicações de poesia, e todas são bem-vindas a um panorama que a meu ver se encontrava adormecido.
Lembro que quando iniciei este projecto já se encontravam no mercado revistas como a DiVersos; a Piolho; a Telhados de Vidro; a Colóquio de Letras; a Relâmpago; etc. e todas com o seu estilo, diferente, umas das outras, mas no global e, em minha opinião complementam-se. Não é possível, nem desejável haver só um meio para a divulgação da poesia.
Por vezes, assisto também a discussões sobre poesia,…

"The Lost Land" de Eavan Boland

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The Lost Land
por Eaven Boland
I have two daughters.

They are all I ever wanted from the earth.

Or almost all.
I also wanted one piece of ground:
One city trapped by hills. One urban river. An island in its element.
So I could say mine. My own. And mean it.
Now they are grown up and far away
and memory itself has become an emigrant, wandering in a place where love dissembles itself as landscape:
Where the hills are the colours of a child's eyes, where my children are distances, horizons:
At night, on the edge of sleep,
I can see the shore of Dublin Bay. Its rocky sweep and its granite pier.
Is this, I say how they must have seen it, backing out on the mailboat at twilight,
shadows falling on everything they had to leave? And would love forever? And then
I imagine myself at the landward rail of that boat searching for the last sight of a hand.
I see myself on the underworld side of that water,

“To Himself” de Mark Strand

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Coloco aqui um poema – "To Himself" – que escolhi do livro ”The Continuous Life” de Mark Strand publicado em 1990, que li na versão original (inglês).



Mark Strand normalmente apresenta um estilo realista e por vezes mágico, mas neste livro, a escrita apresenta-se de certa forma leve e muitas vezes alegre e jovial, especialmente nos textos de poesia-prosa.


"TO HIMSELF

So you’ve come to me now without knowing why.
Nor why you sit in the ruby plush of an ugly chair, the sly
Revealing angle of light turning your hair a silver gray;
Nor why you have chosen this moment to set the writing of years
Against the writing of nothing; you who narrowed your eyes,
Peering into the polished air of the hallway mirror, and said
You were mine, all mine; who begged me to write, but always
Of course to you, without ever saying what it was for;
Who used to whisper in my ear only the things
You wanted to hear; who comes to me now and says
That it’s late, that the trees are bending under the win…

“dias entristecem”

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*
dias entristecem devagar — memórias, ficam — soltas no vento que restar,
da catarse incompleta!

Sérgio Ninguém, março de 2016


Eufeme n.º 3 a 3 de Abril de 2017

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A Eufeme n.º 3 está pronta para acender os candeeiros das ruas e das casas dos leitores de poesia e dos poetas. Fica disponível no dia 3 de Abril de 2017. Podemos revelar a capa da Eufeme n.º 3:

Mais um trimestre (Abr/Jun 2017), com 15 poetas e muitos poemas para ler ao longo de 88 páginas. Continua-se a publicar a Eufeme limpa de “ganâncias” comerciais, sem qualquer anúncio ou subsídio. A Eufemevive do leitor de poesia e dos poetas, apenas e só com poesia.
boa poesia a todos e até breve! Sérgio Ninguém

"ausência" de Eduardo Quina

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É lançado no dia 10 de Março, o livro “ausência” de Eduardo Quina. Este é n.º 4 da Colecção dos “Poetas da Eufeme”.




“Ausência” é o terceiro livro de Eduardo Quina; antes havia já publicado “CORPO: LABIRINTOS.” (Licorne Editora) e “SOMBRAS MORTAS ENTRE OS DEDOS” (Apuro Edições), ambos de 2015.

Com 21 poemas nas 36 páginas de “ausência”, que tem como pano de fundo Orpheu, Eduardo Quina escreve temas diversos mas habituais na sua obra; uma busca constante do “eu”; a memória; o vazio; o medo; angústias constantes; etc.

Pode ser encomendado em http://eufeme.weebly.com/contactos.html

boa poesia a todos!
Sérgio Ninguém

"um mosquito no meu braço" de George Swede

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No dia 10 de Fevereiro de 2017 fica disponível o livro "um mosquito no meu braço" de George Swede com tradução de Francisco José Craveiro de Carvalho. Este livro é o n.º 3 da Colecção “Poetas da Eufeme”.




George Swede é pela primeira vez publicado em Portugal (edição bilingue).
Nascido em 1940, George Swede, na cidade de Riga, capital da Letónia, vive hoje em Toronto.
É psicólogo, poeta e escritor para crianças. Entre os poetas que o influenciaram inclui Dylan Thomas, Leonard Cohen e Ezra Pound.
O seu livro mais recente, Helices, foi publicado por Red Moon Press, 2016.
​Quanto ao livro que agora se publica “um mosquito no meu braço” tem 36 páginas, impressos num papel branco reciclado.
Pode ser encomendado aqui.

Até breve e boa poesia!
Sérgio Ninguém