domingo, 19 de março de 2017

Eufeme n.º 3 a 3 de Abril de 2017


A Eufeme n.º 3 está pronta para acender os candeeiros das ruas e das casas dos leitores de poesia e dos poetas. Fica disponível no dia 3 de Abril de 2017.
Podemos revelar a capa da Eufeme n.º 3:


Mais um trimestre (Abr/Jun 2017), com 15 poetas e muitos poemas para ler ao longo de 88 páginas.
Continua-se a publicar a Eufeme limpa de “ganâncias” comercias, sem qualquer anúncio ou subsídio. A Eufeme vive do leitor de poesia e dos poetas, apenas e só com poesia.

boa poesia a todos e até breve!
Sérgio Ninguém

quarta-feira, 8 de março de 2017

"ausência" de Eduardo Quina

É lançado no dia 10 de Março, o livro “ausência” de Eduardo Quina. Este é n.º 4 da Colecção dos “Poetas da Eufeme”.




“Ausência” é o terceiro livro de Eduardo Quina; antes havia já publicado “CORPO: LABIRINTOS.” (Licorne Editora) e “SOMBRAS MORTAS ENTRE OS DEDOS” (Apuro Edições), ambos de 2015.

Com 21 poemas nas 36 páginas de “ausência”, que tem como pano de fundo Orpheu, Eduardo Quina escreve temas diversos mas habituais na sua obra; uma busca constante do “eu”; a memória; o vazio; o medo; angústias constantes; etc.

Pode ser encomendado em http://eufeme.weebly.com/contactos.html

boa poesia a todos!
Sérgio Ninguém

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

"um mosquito no meu braço" de George Swede

No dia 10 de Fevereiro de 2017 fica disponível o livro "um mosquito no meu braço" de George Swede com tradução de Francisco José Craveiro de Carvalho. Este livro é o n.º 3 da Colecção “Poetas da Eufeme”.




George Swede é pela primeira vez publicado em Portugal (edição bilingue).


Nascido em 1940, George Swede, na cidade de Riga, capital da Letónia, vive hoje em Toronto.


É psicólogo, poeta e escritor para crianças. Entre os poetas que o influenciaram inclui Dylan Thomas, Leonard Cohen e Ezra Pound.


O seu livro mais recente, Helices, foi publicado por Red Moon Press, 2016.


​Quanto ao livro que agora se publica “um mosquito no meu braço” tem 36 páginas, impressos num papel branco reciclado.


Pode ser encomendado em http://eufeme.weebly.com/contactos.html

Até breve e boa poesia!

Sérgio Ninguém

sábado, 14 de janeiro de 2017

Anne Sexton lê "The Operation"

Anne Sexton (9 de novembro de 1928 - 4 de outubro de 1974) foi uma poetisa americana, conhecida pelos seus poemas altamente pessoais e confessionais.

Fica aqui um vestígio da sua magnífica poesia, que encontrei na sua própria voz:


THE OPERATION

1.
After the sweet promise,
the summer’s mild retreat
from mother’s cancer, the winter months of her death,
I come to this white office, its sterile sheet,
its hard tablet, its stirrups, to hold my breath
while I, who must, allow the glove its oily rape,
to hear the almost mighty doctor over me equate
my ills with hers
and decide to operate.

It grew in her
as simply as a child would grow,
as simply as she housed me once, fat and female.
Always my most gentle house before that embryo
of evil spread in her shelter and she grew frail.
Frail, we say, remembering fear, that face we wear
in the room of the special smells of dying, fear
where the snoring mouth gapes
and is not dear.

There was snow everywhere.
Each day I grueled through
its sloppy peak, its blue-struck days, my boots
slapping into the hospital halls, past the retinue
of nurses at the desk, to murmur in cahoots
with hers outside her door, to enter with the outside
air stuck on my skin, to enter smelling her pride,
her upkeep, and to lie
as all who love have lied.

No reason to be afraid,
my almost mighty doctor reasons.
I nod, thinking that woman’s dying
must come in seasons,
thinking that living is worth buying.
I walk out, scuffing a raw leaf,
kicking the clumps of dead straw
that were this summer’s lawn.
Automatically I get in my car,
knowing the historic thief
is loose in my house
and must be set upon.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

"OUTONO" de Aram Saroyan é novo livro da colecção "Poetas da Eufeme"




No dia 13 de Janeiro de 2017 ficará disponível o livro "outono" de Aram Saroyan com tradução de Francisco José Craveiro de Carvalho. Este livro é o n.º 2 da Colecção ”Poetas da Eufeme”.

Aram Saroyan é pela primeira vez publicado em português (edição bilingue) em livro. Alguns dos poemas agora publicados, e outros, surgiram em Eufeme n.º 2, triplov e fanzine + (&) xNeste livro podemos explorar melhor a sua escrita numa edição bilingue e única.

Nascido em 1943, Aram Saroyan é um poeta americano que tem também dispersado a sua actividade por outras áreas: Romancista, biógrafo, dramaturgo…
Da sua obra poética sobressai o volume “Complete minimal poems”, onde surgem o famoso m com quatro pernas, considerado pelo Guinness Book of Records como o poema mais pequeno do mundo, e o poema lighght, de que uma tradução possível seria luzezes.

Quando ao livro “outono” tem 44 páginas, impressos num papel branco reciclado.

Pode ser encomendado em http://eufeme.weebly.com/contactos.html

Até breve e boa poesia…

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Eufeme n.º 2

Em Janeiro chega mais um número da Eufeme o n.º 2 (Jan/Mar 2017).



Esta Eufeme n.º 2 conta 98 páginas e com a participação dos poetas: 

Amadeu Baptista; Aram Saroyan (trad. de Francisco José Craveiro de Carvalho); Eduardo Bettencourt Pinto; Eduardo Quina; Filipa Leal; Francisco Cardo; João Rasteiro; Jorge Batista de Figueiredo; José Carlos Costa Marques; Luís Quintais; Miguel-Manso; Nuno Dempster; Pedro Jubilot; Rafael Courtoisie (trad. de Francisco José Craveiro de Carvalho); Rosa Alice Branco; Rui Tinoco; Sandra Costa.


Dezassete poetas e muitos poemas para o trimestre Janeiro/Março de 2017.

Mais informações em: Eufeme.

boa poesia a todos!
Sérgio Ninguém

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Florbela Espanca

Florbela Espanca, nasceu em Vila Viçosa a 8 de dezembro de 1894. Morreu em Matosinhos a 8 de dezembro de 1930.

Florbela Espanca
(https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Espanca_Florbela.jpg)


Nostalgia

Nesse País de lenda, que me encanta,
Ficaram meus brocados, que despi,
E as jóias que plas aias reparti
Como outras rosas de Rainha Santa!

Tanta opala que eu tinha! Tanta, tanta!
Foi por lá que as semeei e que as perdi...
Mostrem-se esse País onde eu nasci!
Mostrem-me o Reino de que eu sou Infanta!

Ó meu País de sonho e de ansiedade,
Não sei se esta quimera que me assombra,
É feita de mentira ou de verdade!

Quero voltar! Não sei por onde vim...
Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!

Florbela Espanca